Simbologia oculta no jogo de xadrez
Por José Augusto Fonseca
Jogar xadrez é, antes de tudo interpretar,
atuar em determinado campo.
Podemos observar que este jogo apresenta-nos
três aspectos que justificam esta afirmativa,
quais sejam:
1. A do seu aspecto conceptual, de beleza,
que nos conduz à análise de considerá-lo uma arte;
2. A do seu aspecto lógico, de raciocínio e também de abstração,
que mostra-nos o seu sentido como ciência;
3. A do seu aspecto competitivo em busca da vitória,
que nos apresenta como característica de esporte.
Podemos assim entender, que a lei de causa e efeito atua
inexoravelmente no jogo de xadrez, determinando o destino do jogador,
pois cada um se torna livre para analisar e efetuar as diversas
possibilidades de movimento de suas peças.
Ao assim fazer, trará para si as conseqüências,
os efeitos de ação de movimentar-se no tabuleiro,
no âmbito dos quadrados mágicos.
Configura-se então a necessidade do conhecimento e da sabedoria
de posicionar-se diante dos problemas a serem enfrentados,
representados nas possibilidades que o jogo oferece diante dos
limites impostos pelo tabuleiro que aqui expressa a própria
encarnação física.
O xadrez originou-se na Índia e, apesar de estar relacionado à
casta Kchatryia (dos guerreiros), é originário da casta sacerdotal (Brahmânica).
Vale dizer que o xadrez é composto de 64 casas em quadrado perfeito,
alternadas em preto e branco, que se somadas (6 + 4),
perfazem o número perfeito 10 (dez), ou I.
O, itinerário de Ísis e Osíris, que nada mais é do
que o ciclo das encarnações terrestres.
No Tarô, o Arcano 10 é representado pela Roda da Vida,
onde o buscador da verdade depara-se com a Esfinge e suas quatro faces.
No I Ching, o antigo oráculo chinês, temos os 64 hexagramas
que perfazem o caminho das mutações do indivíduo encarnado no jogo da vida,
os quais, são combinações formadas entre si dos 8 trigramas num
quadrado de casas e que, foram concebidos como representação de
imagens de tudo o que ocorre no céu e na terra.
